Terna Violeta. 4 volumes (“Terna Violeta”, “Crônicas da Provincia”, “Malmaison, O Lugar Maldito” e “O Alsaciano”). Meribérica/Liber Editores. Portugal.
A série Terna Violeta, preto & branco, ficou concluída na França com três volumes, no Brasil foram quatro devido à divisão do primeiro em dois volumes. As críticas na França não foram nada generosas para os últimos volumes da série a cores (aqui, estes quatro volumes, são em preto & branco). Servais transformou a série levando-a para o paranormal, bruxaria e com um componente mediúnico muito forte. Esta história conta a vida da jovem e selvagem Violeta, com uma apetência especial para o álcool. Esta jovem vive sozinha na floresta, que conhece como ninguém, só conhece a sua lei e faz amor com quem lhe apetece. Neste pequeno item, enfurece as mulheres da aldeia, pois não há homem nas redondezas que não tenha estado, ou tentado estar, com a nossa heroína. Para sobreviver apanha sanguessugas com o próprio corpo, caça (faz armadilhas para coelho como ninguém), e contrabandeia álcool e tabaco entre as várias aldeias da região. Mas Violeta tem um coração de ouro para quem gosta e até para quem a odeia. Quando da ocupação da sua aldeia pelas tropas prussianas (Primeira Grande Guerra), não hesita em prostituir-se com as altas patentes alemãs para salvar o povo da aldeia, povo esse mal agradecido. Quando acabou a guerra foi tratada como se fosse uma vulgar prostituta que apenas quis salvar a pele. Violeta era um espírito livre, sendo mulher isso não era nada apreciado na época. É uma leitura bastante agradável, lenta, mas surpreende muitas vezes. A arte de Servais é impressionante e o registo escrito de Gérard Dewamme está muito certo com a mentalidade e vida das pessoas dessa época. (Texto extraído e adaptado do blog: http://bongop-leituras-bd.blogspot.com).
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
COLAGEM DIGITAL
"Fuck The Skull". Técnica: colagem digital. 28x16. 13/01/2011.
"Nunca ninguém se perdeu. Tudo é verdade e caminho." (Fernando Pessoa)
"Nunca ninguém se perdeu. Tudo é verdade e caminho." (Fernando Pessoa)
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
JEAN-CLAUDE SERVAIS - Iriacynthe
Iriacynthe. 62 págs. 1992. Meribérica/Liber Editores. Portugal.
No alvorecer do século 20, na bela paisagem da região de Gaume, perto de Luxemburbo, onde a grama e as árvores são verdes, ainda não poluídos pela tecnologia, as águas dos rios são claras e transparentes, a magia e o sonho ainda têm seu lugar. Tudo simplesmente lindo. Thibault, um camponês humilde apaixona-se por uma fada roubando-lhe as vestes, mas ela engravida e, depois que o amado é morto, não pode voltar ao seu clã. Grávida, é recolhida por um velho eremita e dá a luz à uma menina, Iriacynthe, que termina por crescer sozinha em meio à floresta, sem pertencer nem ao mundo dos humanos nem ao das fadas. Anos depois, em um castelo provincial, o barão Alexandre de Boisier é um jovem rebelde que não gosta do meio social em que vive, um ambiente que ele considera insignificante e, sobretudo, hipócrita. O que ele gosta mesmo é passear pelos campos de sua região. Um dia ele vê Iriacynthe e apaixona-se perdidamente. Ele não sabe que a mulher bonita é na verdade uma fada que tenta enfeitiçá-lo. Felizmente alguém está assistindo: a velha bruxa Margot, que lançará um feitiço a este amor inacessível e ingênuo, impossível para ele, e tentará envolvê-lo ao charme mais natural de uma menina real. Servais dá um tratamento realista a serviço de uma história rica de poesia e magia. Seu desenho é exigente, sensível, como gravuras do século 19.
Jean-Claude Servais, nascido em 22 de setembro 1963 na Bélgica, estudou arte gráfica, em Saint-Luc, em Liège, de 1974 até 1976. Suas primeiras páginas foram publicadas na seção Carte Blanche Spirou em 1975, que foi seguido pela série Ronny Jackson, escrito por Jean-Marie Brouyère um ano depois. Sua carreira profissional decolou na revista Tintin. Seus primeiros trabalhos para a revista foram várias histórias curtas sobre cenários de Bom e Yves Duval partir de 1977.
Ele começou uma série de histórias curtas sobre misticismo e bruxaria em 1980, que foram coletados no álbum La Tchalette, em 1982. Durante seus dias de militar, ele conheceu Dewamme Gérard, com quem criou Tendre Violette para a revista A Suivre. Eles continuaram a sua colaboração na Lombard e Glénat com Les Saisons de la Vie e Les Voyages Clos - Montagne Fleurie.
Em 1989, ele se juntou com o chansonnier Julos Beaucarne para criar o épico L’Appel de Madame la Baronne. Servais começou a escrever seus próprios cenários com Iriacynthe, os álbuns, L’Almanach e La Petite Reine. Em 1992, ele criou um ciclo sobre o mago Merlin, chamado de Pour l’Amour de Guenièvre, que apareceu em Je Bouquine. Ingressou na editora Dupuis, em 1992, com Lova, na coleção Aire Libre. Para a mesma coleção, que ele chamou Fanchon em 1998 e Déesse Blanche, Déesse Noire, em 2001. Na mesma editora, na coleção Repérages, ele iniciou uma série de histórias de fé, sob o título La Mémoire des Arbres, em 1994.
Ele começou uma série de histórias curtas sobre misticismo e bruxaria em 1980, que foram coletados no álbum La Tchalette, em 1982. Durante seus dias de militar, ele conheceu Dewamme Gérard, com quem criou Tendre Violette para a revista A Suivre. Eles continuaram a sua colaboração na Lombard e Glénat com Les Saisons de la Vie e Les Voyages Clos - Montagne Fleurie.
Em 1989, ele se juntou com o chansonnier Julos Beaucarne para criar o épico L’Appel de Madame la Baronne. Servais começou a escrever seus próprios cenários com Iriacynthe, os álbuns, L’Almanach e La Petite Reine. Em 1992, ele criou um ciclo sobre o mago Merlin, chamado de Pour l’Amour de Guenièvre, que apareceu em Je Bouquine. Ingressou na editora Dupuis, em 1992, com Lova, na coleção Aire Libre. Para a mesma coleção, que ele chamou Fanchon em 1998 e Déesse Blanche, Déesse Noire, em 2001. Na mesma editora, na coleção Repérages, ele iniciou uma série de histórias de fé, sob o título La Mémoire des Arbres, em 1994.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
COLAGEM DIGITAL
"Reconstituição da Memória". Técnica: colagem digital. 28x36. 04/01/2011.
"As três coisas mais difíceis da vida são: manter um segredo;
esquecer-se das injúrias; fazer bom uso das horas livres" (Quilon)
"As três coisas mais difíceis da vida são: manter um segredo;
esquecer-se das injúrias; fazer bom uso das horas livres" (Quilon)
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
COLAGEM DIGITAL
"Home Sweet Home". Técnica: colagem digital. 28x21. 29/12/2010.
"Não te irrites se te pagarem mal um benefício:
antes cair das nuvens que de um terceiro andar." (Machado de Assis)
"Não te irrites se te pagarem mal um benefício:
antes cair das nuvens que de um terceiro andar." (Machado de Assis)
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
COLAGEM DIGITAL
"My Own Private Guitar Hero". Técnica: colagem digital. 40x27,35. 27/12/2010.
"Quem sabe satisfazer seus impulsos é inteligente; quem os domina é sábio." (Kant)
"Quem sabe satisfazer seus impulsos é inteligente; quem os domina é sábio." (Kant)
domingo, 26 de dezembro de 2010
COLAGEM DIGITAL
"De Onde se Avista o Mar". Técnica: colagem digital. 20x13. 26/12/2010.
"Pensamos demasiadamente e sentimos muito pouco.
Necessitamos mais de humildade, que de máquinas, mais bondade e ternura, que inteligência.
Sem isso a vida se tornará violenta e tudo se perderá" (Charles Chaplin)
"Pensamos demasiadamente e sentimos muito pouco.
Necessitamos mais de humildade, que de máquinas, mais bondade e ternura, que inteligência.
Sem isso a vida se tornará violenta e tudo se perderá" (Charles Chaplin)
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