quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

COLAGEM DIGITAL

"Home Sweet Home". Técnica: colagem digital. 28x21. 29/12/2010.
"Não te irrites se te pagarem mal um benefício:
antes cair das nuvens que de um terceiro andar." (Machado de Assis)



segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

COLAGEM DIGITAL

"My Own Private Guitar Hero". Técnica: colagem digital. 40x27,35. 27/12/2010.
"Quem sabe satisfazer seus impulsos é inteligente; quem os domina é sábio." (Kant)



domingo, 26 de dezembro de 2010

COLAGEM DIGITAL

"De Onde se Avista o Mar". Técnica: colagem digital. 20x13. 26/12/2010.
"Pensamos demasiadamente e sentimos muito pouco.
Necessitamos mais de humildade, que de máquinas, mais bondade e ternura, que inteligência.
Sem isso a vida se tornará violenta e tudo se perderá" (Charles Chaplin)



sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

COLAGEM DIGITAL

"Seres Etéreos". Técnica: colagem digital. 28x18,5. 24/12/2010.
"Quem possue a faculdade de perceber beleza, nunca envelhece." (Franz Kafka)



quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

COLAGEM DIGITAL

"Revelação Arruinada". Técnica: colagem digital. 28x21. 23/12/2010.
"Há numa vida humana cem mil vidas. Cabem num coração cem mil pecados." (Olavo Bilac)



segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

COLAGEM DIGITAL

"Adoração Azul". Técnica: colagem digital. 28x21. 20/12/2010.
"A beleza, tal como a sabedoria, gosta do adorador solitário." (Oscar Wilde)



sábado, 18 de dezembro de 2010

COLAGEM DIGITAL

"Janaína entre Bromélias e Projetos". Técnica: colagem digital. 28x25. 18/12/2010.
"Os maiores homens que conheci, a cujo olhar nem a terra, nem o céu tinham segredos, eram humildes e sabiam perfeitamente o grau de respeito que cabia a cada criatura." (Goethe)



quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

COLAGEM DIGITAL

"Memória Sensorial". Técnica: colagem digital. 35x28. 16/12/2010.
"Dos grandes banquetes há de cessar toda alegria se a memória das coisas ruins prevalecer." (Homero)



terça-feira, 14 de dezembro de 2010

COLAGEM DIGITAL

"A Inflexibilidade do Desejo". Técnica: colagem digital. 25x35. 13/12/2010.
"Não há que ser forte. Há que ser flexível." (Provérbio chinês)



segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

COLAGEM DIGITAL

"Persuasão". Técnica: colagem digital. 21x28. 13/12/2010.
"As paixões são os únicos oradores que sempre persuadem." (La Rochefoucauld)


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

ECCE HOMO - Obras de surrealistas renomados onde o homem é o tema central.

FRANÇOIS BOUCQ - Los Pioneros de la Aventura Humana

Les Pionniers de l’Aventure Humaine. 48 págs. 1989. Colección “Cimoc Extra Color”, nº 55. Edição espanhola. Norma Editorial.
Os Pioneiros da Aventura Humana reúne várias histórias curtas regadas com um humor ácido e muito pessoal, onde o fantástico convive alegremente com as situações mais banais, sempre num contexto surreal. Essa mistura de fantasia e vida cotidiana é o ponto forte das histórias de Boucq, com situações polvilhadas de crítica social crua e muito pessoal. As situações do homem moderno fundem-se com imagens de holocausto e sonhos, remetendo-nos para uma selva pós-apocalíptica, muitas vezes urbana. São contos com nuances macrabras, porém muito humanas, com um toque de humor negro que funciona muito bem por meio dos traços do autor, que suavizam o impacto final.





FRANÇOIS BOUCQ/JEROME CHARYN - A Mulher do Mágico

La Femme du Magicien. 86 págs. 1986. Ed. Meribérica/Liber.
Uma mulher, um mágico dotado de estranhos poderes e uma menina percorrem o mundo apresentando números inauditos. Contudo, a menina cresce e o estranho mágico quer fazer dela sua mulher. Entre o sonho e a realidade, esta HQ conta uma história de amores tumultuosos numa Nova York de pesadelo. O trabalho de François Boucq em A Mulher do Mágico que, para desenhar o texto de Jerome Charyn, que continha uma sucessão de elementos oníricos que se confundiam com a realidade a ponto de não deixar claro o que era ou não real, lançou mão de um desenho que potencializou esse efeito ao máximo, porque criou um tipo de "ultra-realidade", transformando cada objeto, cada degrau de escada, janela, poste ou talher em um personagem independente, com uma história própria, a partir de um traço solto, enérgico, perturbadoramente realista, fazendo de cada um desses elementos, objetos/personagens, e climas obtidos a partir de visceral pincelada de aquarela a versão visível do universo interior da personagem.

François Boucq começou sua carreira em 1974 no jornal Le Point desenhado caricaturas com críticas políticas. Seu primeiro trabalho cômico, surgiu um ano depois, na revista Mormoil. Em 1978 criou uma série de pequenas histórias e junto com o escritor Delanque deram formato ao álbum La vie, la Mort et Tout le Bazar. Contribuiu para a Fluide Glacial, no início dos anos 80, com as séries Rock Mastard e Les Leçcons du Professeur Bourremou. Também publicou alguns trabalhos na revista A Suivre. Depois, esses trabalhos foram publicados nos álbuns: Les Pionniers de L’aventure humaine, Point de Fuite pour les braves e La pédagogie du trottoir. Em 1986, ganhou o prêmio de melhor álbum no Festival de Angoulême (o mais importante festival dedicado aos quadrinhos na França), por La femme du Magicien. Em 1998, se torna membro da Academia de Angoulême. Junto com escritor Jérôme Charyn criou Bouche du Diable e com Alexandro Jodorowsky Face de Lune e a trilogia Bouncer.

Jerome Charyn, nascido em 13 de maio de 1937, é um premiado autor norte-americano. Com quase 50 obras publicadas, Charyn ganhou uma reputação de cronista prolífico e inventivo de mundos reais e imaginários da vida norte-americana. Charyn é saudado pelo New York Newsday como "um americano contemporâneo a Balzac", e os Los Angeles Times o descreveu como "absolutamente único entre os escritores americanos".








quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

MILO MANARA - O Clic 1 e O Clic 2

 Il Giuoco 1. 50 págs. 1986. Martins Fontes Editora. Coleção Ópera Erótica.
Em o Clic 1, conhecemos Claudia Christiani, uma fina e recatada dama da alta sociedade. Sexualmente reprimida, reage com repulsa ao assédio dos homens, especialmente ao do doutor Fez, um amigo de seu marido. Porém o que ela não imagina é que existe uma máquina capaz de encher de luxúria até mesmo a mais fria das criaturas. Com uma pequena ajuda – não exatamente requerida – do velho Fez, Claudia logo se tornará escrava de seus desejos mais secretos com o simples clicar de um botão. O Clic foi a obra que deu fama e reconhecimento internacional ao mestre do erotismo Milo Manara.








Le Declic 2. 66 págs. 1992. Martins Fontes Editora. Coleção Ópera Erótica.
Em O Clic 2, vemos Claudia como uma repórter de TV e ecologista militante. Imagina estar livre da influência do sinistro mecanismo. Porém, quando menos espera, se torna refém de um desejo incontrolável. Só que desta vez seu algoz é um adepto de uma prática sexual pouquíssimo ortodoxa. Em suas mãos, a provação de Claudia irá chegar a um novo e inimaginável limite.
Os quadrinhos de Manara sempre apresentam mulheres deslumbrantes. O sobrenatural e fetiches sexuais são temas freqüentes em sua obra. Seu talento para desenhos eróticos refinados, aliado à sua habilidade na criação de histórias de atmosfera envolvente, tornou Manara um dos principais quadrinistas europeus da atualidade e o mais famoso criador de quadrinhos eróticos do mundo.



quinta-feira, 25 de novembro de 2010

MILO MANARA - O Perfume do Invisível

Il Profumo dell’Invisibile. 66 págs. 1987. Coleção Ópera Erótica. Martins Fontes Editora.
Em O Perfume do Invisível, um físico feio, desajeitado e decadente (na verdade, parece mais um mendigo) cria um produto que passado na pele, causa invisibilidade, o que lhe permite invadir a privacidade dos outros, especialmente mulheres, naturalmente. A cada vez que Mel, a heroína assediada pelo cientista alucinado, sente o perfume de caramelo que a pomada exala, deixa-se levar pelos rompantes sexuais e libidinosos, seja em particular ou em público. Aqui, a invisibilidade do personagem é o pretexto para a expressão de todas as fantasias. Manara manipula com maestria nosso imaginário, repertoriando e analisando nossas fantasias. Quem nunca sonhou ser invisível?





sexta-feira, 12 de novembro de 2010

MILO MANARA & ALEJANDRO JODOROWSKY - Bórgia: O Poder e o Incesto

Borgia, tome II: le pouvoir et l'inceste. 60 págs. 2006. Conrad Editora.
Neste segundo volume da coleção, a máfia dos Bórgia transformou Roma e um caos sem fé nem lei. A população despreza o novo papa, Alexandre VI, que não poupa a vida de inocentes para conquistar a simpatia popular e restabelecer o poder da Igreja. O pontífice conta com sua bela filha Lucrécia para servir às ambições da família, casando-a com Giovanni Sforza, duque de Pesaro. Mas não sem antes fazê-la passar pelas mãos de seu irmão, César Bórgia... Unindo o erotismo de Manara com a força onírica de Jodorowsky, temos um coquetel explosivo. O sexo de Lucrécia, a violência de César, a ambição de Rodrigo, o futuro para Alexandre VI: não resta nada para a imaginação. Tortura, orgia, blasfêmia, homicídio. Cada uma das cenas oferece uma profusão de lindas mulheres, golpes de espada, cabeças cortadas...




quinta-feira, 11 de novembro de 2010

MILO MANARA & ALEJANDRO JODOROWSKY - Bórgia: Sangue para o Papa

Borgia, tome 1: du sang pour le Pape. 56 págs. 2005. Conrad Editora.
Sensacional e surpreendente parceria de Manara com Jodorowsky. Poder. Conspiração política. Luxúria. Messianismo. O fim trágico de um papa. Os novos ventos da Renascença. Ambiente perfeito para a ascenção de uma família sem limites em sua ambição. Rodrigo, Lucrécia e César Bórgia deixaram seu nome na história do Vaticano e da humanidade. Uma fama construída não com penitência e santidade, mas com escândalos, negociatas e orgias. A série em três volumes de quadrinhos Bórgia é uma espécie de biografia não-autorizada da família que é tida como precursora dos Corleone e que expôs os "pecados" da igreja católica do final século XV, uma época que o Vaticano certamente gostaria de apagar dos livros de história. Todos os atos praticados por Rodrigo Bórgia e sua família, para se tornar o papa Alexandre VI, estão na obra contada por um dos mais cerebrais roteiristas de HQ da Europa, Alejandro Jodorowsky. A morte de Inocêncio VIII, em 1492, e os novos ares da Renascença deram a chance para que Rodrigo Bórgia pudesse utilizar seus métodos pouco ortodoxos para tomar posse do Vaticano. O conclave é um dos momentos em que ele compra e chantageia os cardeais e suas respectivas dissidências religiosas. "Ajude-me a obter a tiara de papa, e os 100 burricos, com seu ouro, prata e pedras preciosas serão teus", propõe Rodrigo Bórgia a Ascânio Sforza, forte candidato ao papado. Contudo, a venda de indulgências, o nepotismo, a promiscuidade e a ganância pelo poder político eram características de todos os clérigos daquele tempo. Essa combinação fazia do Vaticano um lugar que podia ser chamado de tudo, menos de santo. Alexandre VI é lembrado como a ovelha negra da igreja mas tornou-se o papa mais memorável do Renascimento, tendo permanecido na direção da igreja católica entre 1492 e 1503. Lucrécia e César Bórgia (filhos de Rodrigo) também deixaram suas marcas na história, sempre em meio a escândalos, orgias e negócios escusos. Cesar foi imortalizado por Maquiavel em sua obra-prima O Príncipe. Lucrécia Bórgia foi exaustivamente utilizada como moeda de troca na política da família. Ficou conhecida como "o veneno dos Bórgia". A santíssima trindade de Lucrécia e de sua família tinha outros elementos: o ouro, o poder e a luxúria.
O chileno Alejandro Jodorowsky é um dos artistas multimídia mais produtivos do mundo. Além de seus roteiros de quadrinhos (O Incal, com Moebius, entre outros), tem uma produção vasta em cinema (Ladrão de Arco-Íris, El Topo, etc.), na literatura e no teatro. Seu trabalho influenciou diretamente artistas como David Cronenberg e David Lynch. Para produzir Bórgia, Jodorowsky não encontraria desenhista mais adequado do que Milo Manara, o lendário mestre italiano dos quadrinhos eróticos.



terça-feira, 19 de outubro de 2010

MILO MANARA - O Perfume de um Sonho

Rever, Peut-être. 108 págs. 1988. Edições 70. Portugal.
De Veneza ao Nepal, uma viagem fantástica por um Ocidente cheio de mistério, no rastro de uma equipe de filmagem desaparecida, cuja imagens gravadas em película foram misteriosamente apagadas e só se tornam visíveis nos lugares onde foram filmadas. Uma história onde o onírico e o real se misturam e onde o erotismo se encontra sempre subjacente. Uma aventura épica em quadrinhos dos mestre Manara que evoca em nós um Oriente místico, e nos desvenda uma rota que persegue o perfume de um sonho.










quinta-feira, 14 de outubro de 2010

MILO MANARA & FEDERICO FELLINI - Viagem a Tulum

Viaggio a Tulum. Série em três edições. 1991. Editora Globo.
A admiração de Manara por Federico Fellini está bem expressa em histórias como Reclame e Sem Título, inclusive no primeiro Clic os personagens vão ao cinema ver Casanova, de... Fellini.  Dessa admiração mútua nasceu uma sólida amizade que resultou em várias colaborações (Manara fez as ilustrações para os cartazes de Intervista e As Vozes da Lua) que culminaram neste Viagem a Tulum e no A Viagem de G. Mastorna, um outro projeto cinematográfico nunca concretizado que a morte de Fellini em 1994 deixou incompleto, também em quadrinhos.







































Em Viagem a Tulum, Manara demonstra porque a HQ é considerada a nona arte ou o "cinema dos pobres". Apenas com um lápis e o seu imenso talento o desenhista italiano constrói uma verdadeira superprodução, com Marcello Mastroianni no principal papel e a participação especial de Moebius e Jodorowsky, além do jornalista Vincenzo Mollica, verdadeiro “padrinho” de todo este projeto.







































Viagem a Tulum é um album de quadrinhos fascinante. O traço preciso e leve de Manara alia-se na perfeição às palavras de Fellini para criar um ambiente onírico, de uma realidade quase surreal onde parece não haver fronteira entre o sonho e o mundo. Manara mantém o corpo e o espírito do argumento, mas inicia a história com um percurso pela Cinecittá, como uma entrevista aos sonhos de um realizador que contempla um lago onde se afundam/surgem as suas ideias. Manara encontra inúmeras formas de homenagear Fellini - desde a imagem contemplativa de um sonhador apaixonante a referências explícitas ao mais famoso filme de Fellini, La Dolce Vita, com uma caótica cena de papparazis que se atropelam para ver um Mastroianni metamorfoseado em Fellini nas ruas de Los Angeles.







































Viagem a Tulum conduz-nos através da imaginação de Fellini, desde as reminiscências da Cinecittá até aos delírios inspirados na mitologia tolteca, utilizando Mastroianni, ator recorrente na filmografia de Fellini, como um alter-ego mundano e elegante do autor. É uma história de sonhos e sonhadores, de almas repletas da mais bela fantasia.



“Eu não sou Marcello Mastroianni. Ele é meu sósia, meu alter-ego. Giulietta Masina e Anita Ekberg também são. Todos os personagens que dirigi são alter-egos (exceto, talvez, os rinocerantes em E La Nave Va). Se Marcello usar meu chapeu, não é para identificá-lo a mim, mas para criar uma transmissão de pensamento e tornar possível o simulacro...
Eu o forço a se parecer comigo porque essa é a maneira mais fácil de enxergar o personagem e sua história. Uma operação delicada que só é possível graças a uma amizade profunda e ao desejo sem pudor de se colocar no espetáculo.” (Federico Fellini)